Programa de Pesquisa em

Conservação e Manejo de Jacarés

O Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de jacarés tem como objetivo gerar informações biológicas e ecológicas das quatro espécies de jacarés amazônicos Melanosuchus niger (jacaré-açu), Caiman crocodilus (jacaretinga), Paleosuchus palpebrosus (jacaré-paguá) e Paleosuchus trigonatus (jacaré-coroa).

O programa aborda ações de pesquisa sobre dinâmica populacional, distribuição e uso de hábitat, biologia e ecologia reprodutiva, genética de populações, saúde e uso de recursos. Igualmente desenvolve estratégias orientadas ao monitoramento participativo comunitário de jacarés e a estruturação da cadeia produtiva.

As informações geradas subsidiam estratégias para a conservação e o manejo sustentável de jacarés com base comunitária nas Reservas Mamirauá e Amanã. 

Saiba mais sobre algumas das espécies estudadas pelo programa:

Jacaretinga
Nome científico: Caiman crocodilus
Características gerais: O Jacaretinga é provavelmente o jacaré mais bem adaptado à vida em locais modificados e criados pelo homem (poços, lagos de hidrelétricas). Os machos atingem os 2,5 metros, já as fêmeas não ultrapassam o 1,6 metro. Seu nome comum, jacaré de óculos, deriva de uma ossificação (crista infra-orbital) entre a fronte e os olhos, semelhante a uma costura, que lembra um óculos.
Ocorrência: Sua distribuição geográfica é bastante ampla, se estende desde o sul do México ao norte da Argentina.

Jacaré-açu
Nome científico: Melanosuchus niger
Características gerais: É o maior predador aquático da América Latina. Os machos podem ultrapassar os 5 metros, enquanto as fêmeas chegam a alcançar 3 metros de comprimento total. Os olhos e narinas são grandes e os permite ficar semi-submersos.
Ocorrência: rios e lagos da Bacia Amazônica.

© Marcelo Ismar Santana

Pesquisa para conservar

Para entender melhor e pensar na conservação da espécie em ambientes alagáveis da Amazônia, o Instituto Mamirauá realiza capturas científicas de jacarés-açu. Na Reserva Mamirauá, as capturas científicas ocorrem em diferentes épocas do ano, desde 2004. As capturas têm como objetivo a obtenção de dados que permitam avaliar, a longo prazo, a estrutura das populações de jacaré-açu da Reserva Mamirauá.

Leonardo Lopes

Funders

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